Meliponíneos
Abelhas brasileiras, sem ferrão
Antes da abelha europeia chegar ao Brasil, a polinização das nossas matas já era feita por elas. São mais de trezentas espécies conhecidas no país, e nenhuma delas ferroa, porque o ferrão é atrofiado. Defendem o ninho de outros jeitos: grudando no cabelo, mordiscando, ou simplesmente fechando a entrada com cerume.
As que criamos

Jataí
Tetragonisca angustula
Pequena, dourada e de voo silencioso. É a abelha nativa mais criada no Brasil e a porta de entrada de quase todo meliponicultor.

Mandaçaia
Melipona quadrifasciata
Do tupi "vigia bonito", pela guarda sempre parada na entrada do ninho. Robusta, de listras amarelas marcantes e mel encorpado.

Borá
Tetragona clavipes
Também chamada de vorá, jataizão ou cola-cola. Constrói entradas de cerume que parecem esculpidas e defende bem o ninho.

Tubuna
Scaptotrigona bipunctata
Escura, numerosa e muito ativa. Forma colônias populosas e é excelente polinizadora de cultivos e de mata nativa.
Sobre o mel
Por que o mel de abelha nativa é diferente
Não é o mesmo produto do mel de abelha europeia. O mel das nativas é mais fluido, menos doce, e tem acidez e notas cítricas ou florais que mudam conforme a espécie e a mata ao redor. Cada colônia produz pouco, de algumas centenas de mililitros a poucos litros por ano, e é por isso que ele é tratado como alimento de origem, não como mercadoria de prateleira.
Mais fluido
Tem mais água que o mel de apis, o que lhe dá corpo leve e escorrido. Guarde na geladeira depois de aberto.
Menos doce, mais ácido
A acidez natural vem da fermentação dentro dos potes de cerume e é o que dá o final cítrico.
Muda com a mata
O sabor acompanha a florada do entorno. A mesma espécie produz mel diferente em lugares diferentes.
Sai pouco
Uma colônia rende de algumas centenas de mililitros a poucos litros por ano. É colheita, não produção em escala.
